Novo Jeremias…

“Existe uma suspeita de que ele estaria dirigindo embriado, mas somente um exame de embriaguez pode confirmar”

“Existe uma suspeita de que ele estaria dirigindo embriado, mas somente um exame de embriaguez pode confirmar”

Ontem foi a estréia do CQC na band. O CQC (Custe o Que Custar no Brasil ou Caiga Quien Caiga nas gringas) é um programa humorístico que passa em sete países. São 7 humoristas: três comandam atração, enquanto o resto faz as reportagens. No Brasil, temos o original Marcelo Tas (pra quem não pegou o tempo do repórter Ernesto Varela, sugiro que veja esse vídeo para saber quão hilário o cara é) e ao lado dele Rafinha Bastos e Marco Luque. O Rafinha Bastos eu já tinha postado algo sobre ele aqui no Caramujo. É comediante que faz comédias stand-up ótimas. Se você ainda não viu, sugiro que veja o post feito em 22 de Janeiro com vídeos de stand-up comedy do Rafinha Bastos
Mas voltando ao CQC, muita gente com certeza vai (injustamente) rotulá-lo de cópia do Pânico na TV (ou pelo menos “programa no estilo Pânico na TV”). Vale lembrar que o Marcelo Tas já fazia um repórter sem noção muito antes do Vesgo pensar em surgir, e que o formato do CQC é importado e legalizado. Se alguém chupou alguem, foi o Pânico que copiou o CQC. Além do mais, apesar de algumas reportagens terem o mesmo estilo, o formato que o programa é apresentado é bem diferente.
Mas voltando ao assunto, o CQC passará toda segunda na Band. Em sua estréia, apesar do bom nível, não fez surpresas no ibope e registrou apenas a média que a band costumava registrar no horário. Se você, assim como a maioria das pessoas não assitiu, pode ver online. Apesar da band não ter um GMC ou um Mundo Record que grave sua programação, um fã da emissora (?!) ripou o programa todo e colocou no youtube. Destaco a entrevista com a Gretchen e boto o restante dos vídeos na seqüência.

Eis alguns jogos on-line para brincar no tempo livre do final de semana (como se eu não tivesse trabalhos e estudos atrasados precisando de uma atenção especial hoje..)

Essa é a continuação do post Dez ferramentas online que marcaram época - PARTE 1. Lá postei os ítens de 10 a 6. Agora termino a lista das 10 ferramentas online ou sites que marcaram época, mas hoje já não existem (ou não possuem aquela moral de antes) postando os itens do 5 até o número 1.
5. Newsgroups
Eu pensei em colocar Usenet, que era o principal. Maiorzão do mundo. Mas depois pensei bem e decidi colocar o newsgroup do UOL. Voltei atrás e decidi generalizar. Para quem não pegou esses bons tempos, os newsgroups nada mais eram do que foruns sobre assuntos específicos. Dentro do newsgroup do uol tinha newsgroup chamado uol.computadores.harckers (ou algo assim) que, apesar do nome, era praticamente 100% off-topic e era a coisa mais hilária do mundo. Saudades do “mestre” Ghaper… Com o surgimento e popularização das páginas de fóruns os newsgroups foram perdendo espaço. Hoje em dia praticamente cada site grande específico sobre um tema possui um fórum para seus membros. A maioria dos servidores nntp:// fecharam, mas ainda existe a boa (?) e velha usenet, dominada por spams e voltada quase que exclusivamente para a pirataria, e a rede brasileira u-br.net
4. Cade
Novamente bateu a dúvida. Boto “Cade?” ou “Altavista”? Ah não, vou por “Zeek!”. O “Zeek!” era tão legal. Tinha o Aonde e o Achei também. Mas pensei direitinho e o que melhor representa a finada tecnologia de diretório de buscas é o ex-popular Cade. Nos tempos pré-google, quando alguém desenvolvia um site, a primeira coisa que fazia era acessar um diretório desses, informar lá o endereço do site, nome, categoria e uma descrição. O sistema buscava exclusivamente com base nessa descrição dada (ou no final dos seus tempos, em palavras chaves previamente cadastradas). Essa forma de fazer buscas era medíocre, mas a gente não imaginava que um dia ia surgir algo melhor e nos contentávamos de verdade com aquilo. Frequentemente acessávamos sites que não tinham nada a ver com o que queríamos, ou tínhamos que dar. Com o surgimento de sites de busca que utilizam “robôs de busca”, mais especificamente o Google, o “Cade?” e os alternativinhos foram morrendo. O Cade? foi cirado em 1995 e foi comprado pelo Yahoo em 2002, que deu uma reformulada nele que amargava uma grande crise desde a popularização do Google nos anos 2000.
3. HPG
Foi o primeiro (ou pelo menos o primeiro a se tornar famoso) e serviço de hospedagem gratuita brasileiro de páginas pessoais. Fundado em 2000, seus pontos fortes era o espaço ilimitado, o idioma do site português e o endereço simples (seunome.hpg.com.br). O primeiro serviço semelhante no mundo foi o o Geocities, fundado em 1995 e que até 1997 oferecia 2mb de espaço para sua página pessoal, subindo nos anos seguintes para 11mb. Entre os gringos também tinham o Xoom (que oferecia 11mb até 1999 e espaço ilimitado a partir de 2000) e o tripod. Tinha também o português TerraVista.pt. No Brasil seus concorrentes era o Vila Bol, o Intermega e o Kit.net. Se tornou uma modinha, para alegria dos idealizadores do HpG. Todo mundo tinha seu site no HpG. Em 2001 o IG comprou o HpG e passou a cobrar pela hospedagem, condenando-o ao fracasso. Recentemente o HpG voltou a oferecer hospedagem gratuita (50mb).
2. CJB.net
Em 1999, a maioria dos serviços de hospedagem gratuitas ofereciam URLs complicadas. Na Geocities, por exemplo, os sites ficavam hospedados em “cidades virtuais”, um nome bonito para os diretórios onde ficariam os arquivos. Consequentemente, seu site teria um endereço do tipo http://www.geocities.com/SiliconValley/7116/. Simples, não? Combinando isso com os péssimos sistemas de busca da época (o Google ainda estava aprendendo a andar..) uma URL fácil era uma necessidade clara. O registro de um domínio .com.br além de burocrático custava caro (R$100,00 no primeiro ano, R$50,00 nos seguintes). O mesmo valia para os .com, .net e .org que era feito pela Internic exclusivamente e custava U$75,00. Além, é claro, dos gastos com a hospedagem nas poucas empresas de hospedagem profissional existentes. A solução: um subdomínio curto que redirecionasse dieratemente para seu site. Com uma velocidade impressionante, URLs .cjb.net brotavam de todos os lados! Seguindo a regra básica para o fim das .com, a CJB decidiu lotar os sites de seus usuários com propagandas irritantes e caiu no esquecimento. Hoje em dia, o cjb.net ainda existe e oferece o mesmo serviço além de diversos outros. Mas ninguém usa..
1. Mirc
Nosso primeiro lugar vai para o mIRC! Não é qualquer cliente de IRC, mas o famosão mIRC (e seus inúmeros “scripts”)! Teve uma época que todos os dias “encontrava” meus amigos no mIRC. Passava o dia todo lá, ainda que na maior parte do tempo “away”. Tinha um canal do prédio em que eu morava, outro para um grupo de amigos, outro para o time que eu torcia. O mirc era altamente popular, especialmente no Brasil, especialmente no Nordeste. Na época entrava na extinta Brasnet. Nos canais mais badalados as menininhas babavam os OPs que retribuiam dando voices. Sabe aquela Mp3 que você ouve com orgulho? Bastava digitar /me ouvido tal musica e pronto! Estava divulgado. Por incrível que pareça, o que destruiu o IRC foi o MSN. Até hoje me pergunto porque, afinal eles são bem diferentes. Nada impede que se use ambos. O Msn é mais particular, substituiu o ICQ. O IRC é mais aberto, é diferente. MSN é como um telefone, IRC era como uma mesa de bar! A rede mais popular do Brasil era a Brasnet (sua direção era ridiculamente amadora, diga-se de passagem) que foi fundada em 1996, fechou em 2007. Ainda existem outras redes, e usuários nostálgicos criaram a campanha “de volta ao mIRC”. Inclusive o caramujo ainda acompanha jogos do SPFC canal #spfc na rede BRlink e baixa lost todas as quintas de madrugada no #lost.no na EFnet.

Eu gosto de listas. Sempre leio aquelas que saem no IDG Now ou os memes que rodam os blogs, por exemplo. Tão interessante quanto ler, pode ser fazê-las. Nesse post dou início a lista das 10 ferramentas online ou sites que marcaram época, mas hoje já não existem (ou não possuem aquela moral de antes).
10. ICQ
O ICQ (acrónimo para “I Seek You”, ou “eu procuro você”) foi o primeiro mensageiro instantâneo nos moldes de hoje. Foi desenvolvido em 1996. Diferentemente do MSN, os usuários não utilizavam um email para identificação, mas sim um número aleatório chamado UIN (#1234567). Lembro-me que os mais nerds se orgulhavam de ter um UIN com 6 dígitos, pois a maioria era de 7 ou 8. Em 1999 foi comprada pela AOL. Quando a Microsoft entrou na briga, oferecendo cores, emails e emoticons piscantes, os miguxos surgiram e o ICQ (assim como o AIM, da AOL) cairam no esquecimento e foram substituidos pelo MSN. Atualmente o ICQ ainda existe, mas não tem mais aquela bola toda..
9. Super11 (à Cobrar)
Super11.net. Surgiu do nada, em 2000. Foi um dos primeiros provedores gratuitos, junto com o Ig, o Net
Gratuita e o Terra livre. Durou nove meses. Tempo suficiente para descobrirmos que era possível se conectar a cobrar, colocando 9090 antes do número. Era trabalhoso, raramente dava certo. E quando dava, frequentemente conseguia-se uma velocidade bizonha. 24kbps. 19kbps. 17kbps. Mas era uma alegria. Quando conseguia me conectar a cobrar, deixava ligado o dia inteiro. No final do ano de 2000 ele quebrou e foi vendido a preço de banana para o IG.
8. Fotolog
Esse é mais recente. Eu particularmente não cheguei a ter um. O site fotolog.net virou uma febre. Todos tinham o seu. Mas ele não estava preparado para isso. Ele foi criado para ser um lugar para fotógrafos do mundo todo postarem seus trabalhos. E não para ser uma rede de relacionamentos para adolescentes brasileiros. Cresceu muito rápido. Muito mesmo. Não aguentou, começou a cobrar, por restrições. Surgiram mil alternativos. A moda passou e lá está ele. Abandonado, doido para conseguir seus usuários de volta.
7. Napster
Primeiro programa P2P de compartilhamento de arquivos. Somente compartilhava arquivos MP3 e foi o responsável pela grande popularização do download de músicas. Antes dele tudo era mais difícil. Tinham dois ou três sites perdidos, que abriam e eram rapidamente fechados. Foi criado em 1999 mas só cresceu mesmo em 2000. Tinha tudo lá. Começaram a surgir processos das gravadoras desesperadas. A banda Metallica puxou a briga, se declarando publicamente contra e movendo processos. Em 2001, com mais de 25 milhões de usuários, ele foi fechado. A Napster depois reabriu, vendendo arquivos mp3. Obviamente foi um fracasso. Agora eles estão com um serviço de stream gratuito de músicas (bem legal, por sinal), disponível apenas para os EUA.
6. Zipmail
O primeiro serviço de email gratuito do Brasil. Depois dele vieram o BOL, o MailBR e vários outros. Criado em 1998, quase não aguentou seu sucesso. Esperava atingir 300 mil usuários em um ano. Porém em oito meses já tinha atingido um milhão! Oferecia a impressionante quantidade de 1 mega de espaço. Em 1999 o Zip.net, dono do ZipMail foi vendido. Em 2001 o UOL comprou o ZipMail e o deixou esquecido por uns 7 anos. Tempo suficiente pra ele praticamente deixar de exisitir. Agora, em 2008, o ZipMail foi reformulado. Está oferecendo 4 gigas de espaço e possui um design agradável. Finalmente, após um grande período negro, voltou a ser um bom serviço.
No meu próximo post envio os sites/ferramentas de 5 a 1.

Hilk! Hilk! Hilk!