
Essa é a continuação do post Dez ferramentas online que marcaram época - PARTE 1. Lá postei os ítens de 10 a 6. Agora termino a lista das 10 ferramentas online ou sites que marcaram época, mas hoje já não existem (ou não possuem aquela moral de antes) postando os itens do 5 até o número 1.
5. Newsgroups

Eu pensei em colocar Usenet, que era o principal. Maiorzão do mundo. Mas depois pensei bem e decidi colocar o newsgroup do UOL. Voltei atrás e decidi generalizar. Para quem não pegou esses bons tempos, os newsgroups nada mais eram do que foruns sobre assuntos específicos. Dentro do newsgroup do uol tinha newsgroup chamado uol.computadores.harckers (ou algo assim) que, apesar do nome, era praticamente 100% off-topic e era a coisa mais hilária do mundo. Saudades do “mestre” Ghaper… Com o surgimento e popularização das páginas de fóruns os newsgroups foram perdendo espaço. Hoje em dia praticamente cada site grande específico sobre um tema possui um fórum para seus membros. A maioria dos servidores nntp:// fecharam, mas ainda existe a boa (?) e velha usenet, dominada por spams e voltada quase que exclusivamente para a pirataria, e a rede brasileira u-br.net
4. Cade

Novamente bateu a dúvida. Boto “Cade?” ou “Altavista”? Ah não, vou por “Zeek!”. O “Zeek!” era tão legal. Tinha o Aonde e o Achei também. Mas pensei direitinho e o que melhor representa a finada tecnologia de diretório de buscas é o ex-popular Cade. Nos tempos pré-google, quando alguém desenvolvia um site, a primeira coisa que fazia era acessar um diretório desses, informar lá o endereço do site, nome, categoria e uma descrição. O sistema buscava exclusivamente com base nessa descrição dada (ou no final dos seus tempos, em palavras chaves previamente cadastradas). Essa forma de fazer buscas era medíocre, mas a gente não imaginava que um dia ia surgir algo melhor e nos contentávamos de verdade com aquilo. Frequentemente acessávamos sites que não tinham nada a ver com o que queríamos, ou tínhamos que dar. Com o surgimento de sites de busca que utilizam “robôs de busca”, mais especificamente o Google, o “Cade?” e os alternativinhos foram morrendo. O Cade? foi cirado em 1995 e foi comprado pelo Yahoo em 2002, que deu uma reformulada nele que amargava uma grande crise desde a popularização do Google nos anos 2000.
3. HPG

Foi o primeiro (ou pelo menos o primeiro a se tornar famoso) e serviço de hospedagem gratuita brasileiro de páginas pessoais. Fundado em 2000, seus pontos fortes era o espaço ilimitado, o idioma do site português e o endereço simples (seunome.hpg.com.br). O primeiro serviço semelhante no mundo foi o o Geocities, fundado em 1995 e que até 1997 oferecia 2mb de espaço para sua página pessoal, subindo nos anos seguintes para 11mb. Entre os gringos também tinham o Xoom (que oferecia 11mb até 1999 e espaço ilimitado a partir de 2000) e o tripod. Tinha também o português TerraVista.pt. No Brasil seus concorrentes era o Vila Bol, o Intermega e o Kit.net. Se tornou uma modinha, para alegria dos idealizadores do HpG. Todo mundo tinha seu site no HpG. Em 2001 o IG comprou o HpG e passou a cobrar pela hospedagem, condenando-o ao fracasso. Recentemente o HpG voltou a oferecer hospedagem gratuita (50mb).
2. CJB.net

Em 1999, a maioria dos serviços de hospedagem gratuitas ofereciam URLs complicadas. Na Geocities, por exemplo, os sites ficavam hospedados em “cidades virtuais”, um nome bonito para os diretórios onde ficariam os arquivos. Consequentemente, seu site teria um endereço do tipo http://www.geocities.com/SiliconValley/7116/. Simples, não? Combinando isso com os péssimos sistemas de busca da época (o Google ainda estava aprendendo a andar..) uma URL fácil era uma necessidade clara. O registro de um domínio .com.br além de burocrático custava caro (R$100,00 no primeiro ano, R$50,00 nos seguintes). O mesmo valia para os .com, .net e .org que era feito pela Internic exclusivamente e custava U$75,00. Além, é claro, dos gastos com a hospedagem nas poucas empresas de hospedagem profissional existentes. A solução: um subdomínio curto que redirecionasse dieratemente para seu site. Com uma velocidade impressionante, URLs .cjb.net brotavam de todos os lados! Seguindo a regra básica para o fim das .com, a CJB decidiu lotar os sites de seus usuários com propagandas irritantes e caiu no esquecimento. Hoje em dia, o cjb.net ainda existe e oferece o mesmo serviço além de diversos outros. Mas ninguém usa..
1. Mirc

Nosso primeiro lugar vai para o mIRC! Não é qualquer cliente de IRC, mas o famosão mIRC (e seus inúmeros “scripts”)! Teve uma época que todos os dias “encontrava” meus amigos no mIRC. Passava o dia todo lá, ainda que na maior parte do tempo “away”. Tinha um canal do prédio em que eu morava, outro para um grupo de amigos, outro para o time que eu torcia. O mirc era altamente popular, especialmente no Brasil, especialmente no Nordeste. Na época entrava na extinta Brasnet. Nos canais mais badalados as menininhas babavam os OPs que retribuiam dando voices. Sabe aquela Mp3 que você ouve com orgulho? Bastava digitar /me ouvido tal musica e pronto! Estava divulgado. Por incrível que pareça, o que destruiu o IRC foi o MSN. Até hoje me pergunto porque, afinal eles são bem diferentes. Nada impede que se use ambos. O Msn é mais particular, substituiu o ICQ. O IRC é mais aberto, é diferente. MSN é como um telefone, IRC era como uma mesa de bar! A rede mais popular do Brasil era a Brasnet (sua direção era ridiculamente amadora, diga-se de passagem) que foi fundada em 1996, fechou em 2007. Ainda existem outras redes, e usuários nostálgicos criaram a campanha “de volta ao mIRC”. Inclusive o caramujo ainda acompanha jogos do SPFC canal #spfc na rede BRlink e baixa lost todas as quintas de madrugada no #lost.no na EFnet.